História D.B.Cooper o ladrão que roubou 200 mil e saltou de paraquedas

D.B. Cooper (Foto: FBI)

A pergunta “o que aconteceu com o Boeing 777 da Malaysia Airlines?” é apenas uma entre várias questões sem resposta no mundo da aviação. Além de outros desaparecimentos – como o Boeing 707 da Varig que sumiu no Oceano Pacífico em 1979 enquanto transportava um lote de quadros do artista nipo-brasileiro Manabu Mabe avaliado em US$ 1,24 milhão – o termo “mistério” é o que melhor define a história do único sequestro aéreo não solucionado na história dos Estados Unidos.

Na tarde de 24 de novembro de 1971, dia de Ação de Graças, um homem alto (cerca de 1,80 m) na faixa dos 40 anos entrou no aeroporto de Portland, se identificou como Dan Cooper e comprou uma passagem só de ida para Seattle – um voo curto, de apenas 30 minutos, feito a bordo de um Boeing 727 da Northwest Orient Airlines. Vestia uma camisa branca de colarinho bem passado, terno e gravata negros, alfinete de gravata de madrepérola, uma leve capa de chuva, uma maleta também preta e sapatos engraxados. Logo após a decolagem, acendeu um cigarro, pediu bourbon com soda e passou um bilhete para Florence Schaffner, uma das aeromoças. No bilhete estava escrito: “Tenho uma bomba na minha maleta. Eu a usarei se necessário. Quero que você se sente do meu lado agora. Você está sendo sequestrada”.

Florence obedeceu à ordem, deu uma rápida olhada no que parecia ser uma bomba dentro da maleta e ouviu as exigências do sequestrador: US$ 200 mil em moeda americana negociável (parece pouco, mas seria o equivalente a US$ 1,34 milhão em 2014), quatro paraquedas e um caminhão de combustível para reabastecer o Boeing depois do pouso em Seattle. Testemunhas o descrevem como um sujeito elegante, calmo, educado e até gentil – ao pedir outro bourbon, ele não apenas pagou o que consumiu como fez questão de que Florence ficasse com o troco. Nenhum outro passageiro percebeu o que estava acontecendo, e todos desembarcaram em Seattle enquanto o avião era reabastecido.

Dez mil notas de US$ 20 recolhidas de bancos locais de Seattle pelo FBI foram entregues ao sequestrador, que deu instruções pormenorizadas à tripulação sobre o padrão de voo que deveriam adotar a seguir: velocidade e altitude bem baixas, posições específicas dos flaps e do trem de pouso e rumo sul na direção da Cidade do México, com mais uma escala de reabastecimento em Reno, Nevada. Após a decolagem, às 19:40 da noite, ele mandou toda a tripulação para a cabine dos pilotos, fechou a porta e ficou sozinho na cabine de passageiros. Com vinte minutos de voo, os intrumentos indicaram que a escada traseira logo abaixo da cauda havia sido aberta. O pouso intermediário em Reno confirmou o que se suspeitava: o sequestrador havia saltado de paraquedas do avião.

Caso nunca encerrado depois de muitos anos o FBI Resolveu fecha o caso por não ter evidencia

Fim da investigação
Nesta semana, o FBI finalmente jogou a toalha. O anúncio foi feito pelo agente Frank Montoya: “Hoje, chegamos à conclusão de que está na hora de encerrar o caso, porque não há nada novo”.

Colocou assim um ponto final em uma das investigações criminais mais longas – e mal sucedidas – do FBI.

“Se surgir algum indício novo, principalmente sobre o paraquedas ou o dinheiro, podemos reabrir o caso e levar o culpado à Justiça”, disse Montoya.

No entanto, até que isso ocorra, D.B. Cooper pode ficar tranquilo – desde que tenha de fato sobrevivido ao salto e ainda esteja vivo.

D.B. Cooper sequestrou a aeronave em 24 de novembro de 1971 e pulou dela a 3 mil metros de altitude; FBI anunciou que, após 45 anos de investigações, encerrou um dos casos mais impressionantes de sua história sem resolvê-lo.

 

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